Sempre pensei que ser feliz era viver em serenidade, com a alma em paz. Ainda acho que ser feliz é isso, mas descobri que o estado de felicidade envolve ainda mais coisas que eu nem suspeitava.
A minha mãe uma vez me perguntou se eu era feliz, eu respondi que sim de forma quase automática, pois sabia que era isso o que ela queria ouvir. A minha mãe sempre teve uma preocupação pela felicidade dos filhos, ela se sente feliz se sabe que nós somos felizes. Depois dela me perguntar isso eu fiquei pensando “Será que sou feliz mesmo?”, comecei a me questionar se tinha algum motivo para não ser feliz, não encontrei nenhum, então conclui que era feliz sim.
Não acho que eu alguma vez tenha sido infeliz, já me senti triste algumas vezes, mas sempre passa rápido, já tive crises de depressão profunda, mas mesmo no meio delas nunca me senti infeliz (apenas não via motivo para viver). Não tenho do que me queixar, a minha vida sempre foi ótima, mesmo assim, hoje descobri que nunca fui verdadeiramente feliz.
Nos últimos meses tenho percebido que o dia amanhece bem mais colorido do que eu lembrava, que o sol da manhã não me incomoda tanto quanto costumava me incomodar, que o tempo passa rápido demais e que os dias são muito curtos. Percebi também que coisas que antes me feriam terrivelmente já não têm mais importância, que fatos que há algum tempo me causavam dor hoje não me causam absolutamente nada, que pessoas que me fizeram mal não me despertam nenhum tipo de sentimento negativo. Percebi que até coisas que antes me incomodavam profundamente hoje não me incomodam mais, que às vezes reclamo de algumas coisas por costume mais do que porque elas realmente me incomodem. Ultimamente me sinto forte como nunca, inatingível, infalível, incapaz de sentir nada além de muito amor.
A força que o amor nos confere é impressionante, quando se ama de verdade parece que toda preocupação some da cabeça, nada no mundo pode ferir um coração que ama. É a suprema serenidade da alma, um espírito em calma, certo de que nada nem ninguém pode lhe atingir. Não há espaço no coração para nada, nada, nada além do amor, perdão, beleza, gentileza e sentimentos elevados. Isso, meus senhores, é ser feliz. Ultimamente estou tão ocupada sendo feliz que não consigo pensar em mais nada, como diz a canção Je vois la vie en rose e o melhor de tudo é saber que esse sentimento não é passageiro. O amor é mesmo uma droga... Uma droga maravilhosa e viciante capaz de transformar o mundo. Quem nunca exprimentou não sabe o que está perdendo!
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