Lembranças do passado
Uma vez que me desfiz das pessoas que não acrescentavam nada possitivo à minha vida, trouxe de volta pessoas muito queridas que estavam afastadas e conquistei a amizade e o carinho de pessoas interessantíssimas que tenho certeza se tornarão grandes amigas para a vida, chegou a hora de fazer uma faxina mais “física”. De repente descobri que uma pessoa consegue juntar em uma década muito, muito, mas muuuuito lixo! 2009 foi um ano de faxina nas minhas coisas também, me desfiz de tudo aquilo que fosse dispensável, tudo o que pudesse trazer à minha lembrança momentos da vida que devem ficar para atrás, pois desejo começar os meus trinta anos limpa como uma folha em branco, livre de lembranças, livre de correntes que me prendam ao passado. Joguei fora sem nenhuma dor montes de fotografias dos meus relacionamentos anteriores, anos e anos de cartas de amor acumuladas, bilhetinhos, presentes, livros e até roupa. Limpei o meu computador de fotografias digitais, e-mails e outras coisas também.
Uma vez que me desfiz das pessoas que não acrescentavam nada possitivo à minha vida, trouxe de volta pessoas muito queridas que estavam afastadas e conquistei a amizade e o carinho de pessoas interessantíssimas que tenho certeza se tornarão grandes amigas para a vida, chegou a hora de fazer uma faxina mais “física”. De repente descobri que uma pessoa consegue juntar em uma década muito, muito, mas muuuuito lixo! 2009 foi um ano de faxina nas minhas coisas também, me desfiz de tudo aquilo que fosse dispensável, tudo o que pudesse trazer à minha lembrança momentos da vida que devem ficar para atrás, pois desejo começar os meus trinta anos limpa como uma folha em branco, livre de lembranças, livre de correntes que me prendam ao passado. Joguei fora sem nenhuma dor montes de fotografias dos meus relacionamentos anteriores, anos e anos de cartas de amor acumuladas, bilhetinhos, presentes, livros e até roupa. Limpei o meu computador de fotografias digitais, e-mails e outras coisas também.
Não sou uma pessoa sentimental, nem muito menos sou uma pessoa apegada às coisas. Acredito que deve se guardar algo enquanto aquilo nos for útil, nos trouxer algo de bom, do momento que uma coisa não nos é mais útil ou não acrescenta algo possitivo à nossa vida, devemos nos desfazer dela. Muita gente interpreta o se desfazer das fotos da ex-namorada ou ex-esposa como um ato de raiva, de sentimentos de mágoa ou até ódio. Para mim, o me desfazer das fotografias e presentes de ex-namoradas ou ex-mulheres é uma forma de dizer “hey, foi bom enquanto durou, foi legal, mas acabou, vou agora olhar para a frente, viver o presente e preparar o meu futuro porque o passado já passou”.
Acho que é por pensar assim que me sinto tão mal quando encontro entre as coisas da pessoa que está comigo uma fotografia ou um objeto que pertenceu ou que lembra alguma das suas ex-namoradas. Imediatamente quando isso acontece eu relaciono o fato de conservar essas lembranças como prova de que a pessoa não está disposta a deixar o passado no passado e pensar num futuro comigo, encaro o guardar lembrancinhas de namoradas anteriores como uma demonstração da necessidade que a pessoa sente de lembrar desse passado e da incapacidade de aceitar que aquele relacionamento acabou. Por esse motivo a faxina física que fiz na minha vida este ano se extendeu também para a vida da minha namorada e futura esposa, acabei dando a ela um prazo para se desfazer das coisas que conserva dos seus relacionamentos anteriores, para começar junto a mim uma vida livre dessas lembranças. Ela, como a pessoa doce e comprensiva que é, aceitou. Vamos em junho então estar as duas prontinhas para escrever a nossa vida juntas livre de fantasmas e corpos no guarda-roupas.
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